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18 de setembro: Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma

 

Referência internacional no tratamento desse tumor ocular, o mais comum na infância, a TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) promove campanha em prol do diagnóstico precoce do retinoblastoma, que tem cura em até 100% dos casos

 

Comemorado em 18 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma foi instituído pela TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) para educar a população brasileira e os profissionais da saúde sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer ocular mais comum na infância. O objetivo da campanha é salvar a visão e a vida de centenas de pequenos Brasil afora. Isso porque o retinoblastoma pode causar cegueira e até levar a criança à morte.

Além disso, o número de crianças identificadas tardiamente com o problema, quando a doença já está em um estágio avançado, ainda é muito alto no país, cerca de 50%, o que reduz as chances de tratamento e cura do tumor. O que pouca gente sabe é que, se a doença for diagnosticada precocemente, pode ter cura em até 100% dos casos.

O oncologista pediátrico e presidente da TUCCA, Dr. Sidnei Epelman, explica porque o diagnóstico precoce desse tumor é fundamental. “É essencial detectar o quanto antes a doença, não só para que o câncer seja curado, mas também para preservar o olho e a visão da criança.”

O incentivo à adoção do teste do olhinho pelos pediatras é outra bandeira da campanha. O exame deve ser realizado periodicamente, uma vez que a doença é mais comum em crianças de 0 a 5 anos. O teste do olhinho é simples e pode levantar a suspeita da existência do tumor, algo a ser confirmado por um oftalmologista por meio do exame de fundo de olho. Em estágio avançado, o retinoblastoma muitas vezes é revelado em uma simples foto com flash, pois o olho afetado aparece com uma mancha branca, que é o reflexo tumor. Neste estágio, as chances de cura são menores.

O Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina, em parceria com a TUCCA,  tornou-se referência internacional no tratamento do retinoblastoma, que é realizado no Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma, localizado em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.

“Realizamos o atendimento integral das crianças com retinoblastoma, sem qualquer custo ao paciente ou à sua família. Atendemos todas as necessidades em termos de diagnóstico, tratamento multidisciplinar e reabilitação”, destaca Epelman.

O tratamento que a TUCCA oferece, em parceria com o Hospital Santa Marcelina, é comparado ao oferecido nos Estados Unidos e em algumas cidades da Europa. A observação foi feita por um dos maiores oncologistas pediátricos do mundo, Dr. Ira Dunkel, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, durante visita ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma. “Estive no Hospital Santa Marcelina em  2011, quando foi inaugurado o primeiro centro especializado em tratamento do retinoblastoma do Brasil. O nível de tratamento oferecido é altíssimo. O nível da equipe de oncologia pediátrica, a tecnologia e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para o sucesso no tratamento da doença e é comparado ao que nós vemos, diariamente, nos grandes centros de oncologia pediátrica de Nova York, por exemplo”, revela o médico.

Dr. Sidnei Epelman explica que o objetivo é  conseguir salvar o olho do paciente.  Para tanto, sempre que possível, é utilizada uma técnica chamada de quimioterapia intra-arterial (dentro do globo ocular) feita na artéria oftálmica, onde é inserido um cateter, que vai da artéria femoral até o olho da criança. A dose de quimioterapia usada é menor que a usada quando por via sistêmica e, portanto, produz menos efeitos colaterais e oferece melhor qualidade de vida para o paciente.

“É um privilégio ter a possibilidade de conseguir não só curar, mas salvar o olho da criança. O tratamento padrão é a enucleação (retirada do olho), mas com a quimioterapia intra-arterial podemos salvar o olho e a visão da criança”.